Turismo da fronteira e seus impactos para a economia são discutidos na CNC

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O Presidente do Sindihotel, Sr. Manuel Suárez, participou como representante da Fecomércio- RS da reunião do Grupo de Trabalho sobre Turismo de Fronteira realizada no dia 23 de outubro, em Brasília, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).  Quatro grandes temáticas foram discutidas pelos integrantes do Grupo, composto por representantes de onze estados e palestrantes convidados para discutir os temas: turismo aéreo; turismo rodoviário; turismo como fator do desenvolvimento econômico, político e social; impactos dos Free Shops/lojas francas sobre o turismo de fronteira. O objetivo do grupo é que as discussões continuem nas esferas estaduais, regionais, com ações sendo pleiteadas em âmbito nacional.

Sr. Manuel destaca que nos trabalhos desenvolvidos nesta comissão nos diversos encontros realizados, identificou grandes potencialidades, advindas da implantação de free shops em território brasileiro, num total de 34 cidades, em diversos Estados.

Como o Rio Grande do Sul é o Estado que mais tem cidades com free shops funcionando no lado uruguaio, temos dados concretos do volume de faturamento mensal em U$, de cada cidade, que tem este privilégio, como atrativo ao Turismo.

O volume de vendas dos free shops uruguaios em operação nas diversas cidades no ano de 2018, superou os 27.000.000,00 de U$ mensais.

Como já existem 6 casas (comércio) instaladas no novo projeto dos free shops brasileiros, identificamos que o maior potencial se identifica nas cidades gêmeas, que juntas tem o maior nº de habitantes, “principalmente na fronteira Argentina, na Costa Oeste do Rio Grande do Sul, a partir de Uruguaiana em sentido Norte. Em função que nestas cidades não tem free shops instalados nas cidades gêmeas do lado da Argentina, isto demonstrado na instalação em Uruguaiana, das lojas Dufry e DFA; as duas maiores empresas de free shops do mundo.

Estes investimentos irão gerar um fluxo turístico para os três países: Brasil, Argentina e Uruguai, que buscam produtos importados de alta qualidade sem incidência de impostos.

Cabe a nós, representantes do Conselho de Turismo da Fecomércio de cada Estado participante, implementar ações para melhorar os produtos e serviços turísticos nestas novas rotas que precisarão de hotelaria, gastronomia e serviços de qualidade que permitam incrementar este fluxo, para pessoas exigentes e de bom poder aquisitivo.

Entendo que, esse novo mercado que se cria, sem investimento direto do setor turístico, tem que ser extremamente bem aproveitado, pois qualquer outro projeto com esta abrangência, exigiria investimentos “Vultuosos (não existentes) e com retorno duvidoso.

Respeitando a característica de cada Estado e região, precisará de uma análise que identifique os próximos passos a seguir, por um grupo de trabalho, que mensure a implementação necessária, com as respectivas prioridades.

Cabe esclarecer que os free shops instalados em solo brasileiro comercializam produtos semelhantes aos free shops Uruguaios e Paraguaios. Portanto não afeta ao comércio local, que poderá ter um incremento de volume de vendas, pelo simples fato da visita destes turistas, tanto nacionais como estrangeiros.