{"id":4205,"date":"2019-10-08T14:54:39","date_gmt":"2019-10-08T14:54:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/?p=4205"},"modified":"2022-10-26T16:57:09","modified_gmt":"2022-10-26T16:57:09","slug":"o-desenvolvimento-do-turismo-de-fronteira-atraves-dos-free-shops-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/o-desenvolvimento-do-turismo-de-fronteira-atraves-dos-free-shops-2\/","title":{"rendered":"O desenvolvimento do turismo de fronteira atrav\u00e9s dos free shops"},"content":{"rendered":"<h6>Por Manuel Su\u00e1rez Cacheiro Espanhol, brasileiro naturalizado. Presidente do Sindihotel, Fundou o primeiro Hotel Suarez Executive em 1981. Administrador de 14 hot\u00e9is. \u00c9 Vice-Presidente da Fecom\u00e9rcio Rio Grande do Sul, Conselheiro do Senac Regional e Nacional e Presidente do Conselho de Turismo da Fecom\u00e9rcio RS.<\/h6>\n<p>A regulariza\u00e7\u00e3o dos free shops do lado brasileiro da fronteira foi finalmente consolidada. De acordo com a Lei n\u00ba 12.723, as lojas francas podem ser instaladas em cidades g\u00eameas com mais de dois mil habitantes \u2013 e s\u00e3o 29 cidades aptas em todo o territ\u00f3rio nacional. Para discutir maneiras de incentivar o turismo nessas regi\u00f5es, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), atrav\u00e9s do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade &#8211; CETUR, criou o Grupo de Trabalho (GT) Turismo de Fronteira, uma comiss\u00e3o com representantes de todos os estados que possuem cidades habilitadas a instalar free shops. Esse GT analisa o potencial das oportunidades que surgir\u00e3o com os investimentos de lojas francas no lado brasileiro. Logo nos primeiros encontros, foi identificado que os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1 s\u00e3o os que det\u00eam o maior n\u00famero de cidades coirm\u00e3s com alta capacidade de desenvolvimento. Al\u00e9m disso, ficou evidente a necessidade de atuar em conjunto com o setor terci\u00e1rio (com\u00e9rcio e servi\u00e7os) para promover um turismo receptivo de alto padr\u00e3o nessas regi\u00f5es. Al\u00e9m de trazer maior desenvolvimento para as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as, os free shops concentrar\u00e3o boa parte do capital despendido por turistas nas compras em territ\u00f3rio nacional. Esse tipo de com\u00e9rcio possui grande potencial para aumentar o fluxo tur\u00edstico nas cidades brasileiras que fazem divisa com pa\u00edses vizinhos, servindo de gatilho para desenvolver setores como o gastron\u00f4mico, o hoteleiro e o de eventos. Outro ponto importante desse tipo de turismo \u00e9 o aumento na gera\u00e7\u00e3o de empregos e, consequentemente, na prosperidade das comunidades. O primeiro desafio do GT Turismo de Fronteira est\u00e1 sendo desenvolver o turismo de compras j\u00e1 existente nas fronteiras do Rio Grande do Sul com Uruguai e Argentina; Paran\u00e1 com Paraguai e Mato Grosso do Sul com Paraguai. Essas regi\u00f5es j\u00e1 recebem um p\u00fablico expressivo com interesse em compras, mas muitas vezes n\u00e3o encontram um turismo receptivo de qualidade, com informa\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas e op\u00e7\u00f5es estruturadas de roteiros. A ideia da comiss\u00e3o \u00e9, depois de desenvolver as regi\u00f5es que j\u00e1 recebem fluxo tur\u00edstico por conta das compras, implantar as a\u00e7\u00f5es nas demais regi\u00f5es do Pa\u00eds. O primeiro passo ser\u00e1 separar as regi\u00f5es que possuem uma malha rodovi\u00e1ria de qualidade e as que recebem o fluxo atrav\u00e9s do transporte a\u00e9reo. Como o Brasil \u00e9 um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais, que exigem investimentos vultosos, \u00e9 imprescind\u00edvel divulgar os caminhos mais curtos e seguros para amenizar as dificuldades de acesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Como desenvolver o turismo de fronteira<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 ouvir o cliente para saber do que ele precisa e, se poss\u00edvel, descobrir o quanto ele quer pagar por isso. Depois, identificar em qual tipo de turismo ele se encaixa: corporativo, eventos, compras, lazer, etc. O ideal \u00e9 tentar encaix\u00e1-lo em mais de uma categoria, fazendo com o que o seu interesse na regi\u00e3o visitada seja maior e que, consequentemente, ele necessite ou queira ficar mais tempo. Devemos entender que o crescimento do turismo \u00e9 lento, mas que, apoiado em excelentes produtos e servi\u00e7os, al\u00e9m da pr\u00e1tica de pre\u00e7os competitivos, \u00e9 poss\u00edvel evoluir de forma cont\u00ednua. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental alinhar o discurso entre o setor p\u00fablico e a iniciativa privada, para que as a\u00e7\u00f5es e reivindica\u00e7\u00f5es sejam semelhantes, dando consist\u00eancia ao trabalho proposto. Existem dois grandes fatores que identificam o comprometimento do setor p\u00fablico com o turismo regional. O primeiro deles \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o ativa na promo\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de eventos. O segundo refere-se aos recursos destinados \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do turismo receptivo na cidade. Os estados do Sul do Pa\u00eds v\u00eam se destacando no turismo de eventos aliado ao turismo de compras. J\u00e1 existem, naquelas regi\u00f5es, congressos e semin\u00e1rios de n\u00edvel sul-americano, que, aliado \u00e0s compras, aumentam a ocupa\u00e7\u00e3o dos hot\u00e9is e melhoram o gasto m\u00e9dio di\u00e1rio por turista. Devemos entender que o crescimento do turismo \u00e9 lento, mas que, apoiado em excelentes produtos e servi\u00e7os, al\u00e9m da pr\u00e1tica de pre\u00e7os competitivos, \u00e9 poss\u00edvel evoluir de forma cont\u00ednua. Tratar o turista como se fosse um h\u00f3spede frequente, que voltar\u00e1 todos os meses e que vai indicar o destino para os amigos, \u00e9 essencial para a fideliza\u00e7\u00e3o. Lembre-se que voc\u00ea s\u00f3 volta para onde \u00e9 bem recebido, e que as regi\u00f5es que mais se desenvolvem turisticamente s\u00e3o as que t\u00eam voca\u00e7\u00e3o para receber bem. Esse compromisso tamb\u00e9m se aplica aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, que devem oferecer infraestrutura adequada aos tipos de visitantes que recebe. Boas estradas, sinaliza\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, aliados a bons hot\u00e9is, op\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas, guias tur\u00edsticos, passeios e roteiros de compras, s\u00e3o a receita para o sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O\u00a0turismo de compras atrelado ao turismo de eventos e corporativo<\/strong><\/p>\n<p>O segmento de eventos cresce mesmo em tempos de crise, \u00e9 o que apontam recentes pesquisas do setor. Cerca de R$ 854 bilh\u00f5es \u2013 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional \u2013 foram movimentados no Brasil no \u00faltimo ano gra\u00e7as a eventos dos mais variados tamanhos e estilos. Para 2019, a tend\u00eancia \u00e9 de que esse n\u00famero aumente. Geralmente, a movimenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de um evento come\u00e7a com o transporte (passagens de avi\u00e3o ou \u00f4nibus), passando por hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 as compras. O fluxo tur\u00edstico trazido por um evento costuma come\u00e7ar dias antes de ele come\u00e7ar. \u00c9 quando chegam \u00e0 cidade os profissionais respons\u00e1veis pela montagem e, tamb\u00e9m, os expositores \u2013 aqueles que v\u00eam de outros locais. Quando o p\u00fablico chega, \u00e9 preciso estar preparado, com a infraestrutura em dia e op\u00e7\u00f5es de hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o para todos os gostos e bolsos. Al\u00e9m disso, atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas e de compras podem fazer com que os visitantes deem uma esticadinha e permane\u00e7am mais tempo na cidade \u2013 e a\u00ed est\u00e1 a import\u00e2ncia de pensar no Turismo de forma ampla, n\u00e3o atendendo apenas \u00e0s necessidades b\u00e1sicas de quem chega, mas tamb\u00e9m criando atrativos que fa\u00e7a o visitante ficar mais e querer voltar. Em regi\u00f5es de turismo corporativo, como as que recebem feiras, as compras s\u00e3o um atrativo \u00e0 parte e podem, inclusive, complementar a ocupa\u00e7\u00e3o dos turistas nos fins de semana. \u00c9 preciso fazer o m\u00e1ximo poss\u00edvel para que o h\u00f3spede descubra atividades extras, que v\u00e3o al\u00e9m dos compromissos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<strong>O turismo de compras atrelado ao turismo de lazer<\/strong><\/p>\n<p>Segundo estudo de competitividade para o Turismo realizado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), o Brasil est\u00e1 em primeiro lugar em atrativos naturais, em um ranking de 136 pa\u00edses. Isso \u00e9 de grande valia para um pa\u00eds como o nosso, com tantas paisagens e climas diversos. Portanto, \u00e9 preciso incrementar o turismo das cidades fronteiri\u00e7as, aquelas que recebem o turismo de compras com roteiros e estruturas de lazer. Enxergar o que cada regi\u00e3o tem de melhor, e investir nisso, \u00e9 o que destaca as cidades que entendem o valor do Turismo. No Rio Grande do Sul, durante o ver\u00e3o, cerca de sete mil Segundo estudo de competitividade para o Turismo realizado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (FEM), o Brasil est\u00e1 em primeiro lugar em atrativos naturais, em um ranking de 136 pa\u00edses 30 ve\u00edculos estrangeiros passam por dia apenas na BR-290, que liga a Argentina ao Brasil. A maior parte desses turistas tem como destino final as praias dos litorais ga\u00facho e catarinense. Por\u00e9m, muitos deles pernoitam nas cidades fronteiri\u00e7as, onde consequentemente acabam consumindo. Para esticar a perman\u00eancia dos argentinos nas cidades de fronteira, alguns hot\u00e9is j\u00e1 investem em estrat\u00e9gias de divulga\u00e7\u00e3o de roteiros na regi\u00e3o. Com os free shops do lado brasileiro, esta perman\u00eancia pode aumentar. \u00c9 preciso lembrar de que uma regi\u00e3o tur\u00edstica de sucesso deve conter hospedagem, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte e op\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas acess\u00edveis e de qualidade. Se tudo funcionar bem, o p\u00fablico n\u00e3o apenas voltar\u00e1 \u00e0 regi\u00e3o, como se tornar\u00e1 cada vez maior e, consequentemente, trar\u00e1 mais e mais prosperidade para as cidades. Manuel Su\u00e1rez Cacheiro Espanhol, brasileiro naturalizado. Fundou o primeiro Hotel Suarez Executive em 1981. Administrador de 14 hot\u00e9is. Presidente do SINDIHOTEL, Vice-Presidente da Fecom\u00e9rcio Rio Grande do Sul, Conselheiro do Senac Regional e Nacional e Presidente do Conselho de Turismo da Fecom\u00e9rcio RS.<\/p>\n<p>Artigo publicado na Revista Turismo em Pauta    \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Manuel Su\u00e1rez Cacheiro Espanhol, brasileiro naturalizado. Presidente do Sindihotel, Fundou o primeiro Hotel Suarez Executive em 1981. Administrador de 14 hot\u00e9is. \u00c9 Vice-Presidente da Fecom\u00e9rcio Rio Grande do Sul, Conselheiro do Senac Regional e Nacional e Presidente do Conselho de Turismo da Fecom\u00e9rcio RS. A regulariza\u00e7\u00e3o dos free shops do lado brasileiro da fronteira<br \/><a class=\"btn btn-theme post-btn\" href=\"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/o-desenvolvimento-do-turismo-de-fronteira-atraves-dos-free-shops-2\/\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":4206,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[13,26,76],"class_list":["post-4205","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","tag-artigos","tag-cnc","tag-turismo-em-pauta"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4205\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4206"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}