{"id":3817,"date":"2018-08-17T16:07:56","date_gmt":"2018-08-17T16:07:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/?p=3817"},"modified":"2022-10-26T17:01:31","modified_gmt":"2022-10-26T17:01:31","slug":"cetur-cria-grupo-de-trabalho-turismo-de-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/cetur-cria-grupo-de-trabalho-turismo-de-fronteira\/","title":{"rendered":"Cetur cria Grupo de Trabalho Turismo de Fronteira"},"content":{"rendered":"<p>Iniciativa da CNC re\u00fane representantes dos 11 estados fronteiri\u00e7os para debater desafios do turismo de fronteira<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3700 size-full aligncenter\" src=\"http:\/\/www.sindihotel.org.br\/shrs\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/img_4282-2.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"336\" \/><\/p>\n<p>O Brasil tem mais de 15 mil km de \u00e1reas de fronteira com dez pa\u00edses vizinhos \u2013 Argentina, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela \u2013 que representam desafios pol\u00edticos, estruturais e territoriais. Com a inten\u00e7\u00e3o de promover o turismo como fator de integra\u00e7\u00e3o e desenvolvimento no espa\u00e7o de fronteira, o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) reuniu representantes das Federa\u00e7\u00f5es do Com\u00e9rcio (Fecom\u00e9rcio) dos 11 estados brasileiros que possuem regi\u00f5es de fronteira para a cria\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho (GT) Turismo de Fronteira. A reuni\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o do GT, realizada na quarta-feira, dia 15 de agosto, no Rio de Janeiro, teve a inten\u00e7\u00e3o de trocar experi\u00eancias e identificar iniciativas que podem ser promovidas de forma conjunta. \u201cTodas as a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o estruturadas em cima de dois vetores: integra\u00e7\u00e3o e turismo. Hoje contextualizamos os territ\u00f3rios e verificamos o que nos identifica e nos torna unos para o enfrentamento das dificuldades\u201d, afirmou Walkiria Capusso, respons\u00e1vel pela curadoria do GT Turismo de Fronteira.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio executivo do Cetur, Eraldo Alves da Cruz, fez um hist\u00f3rico da abordagem do tema pelo Conselho da Confedera\u00e7\u00e3o. \u201cA CNC, ciente do interesse das Federa\u00e7\u00f5es, j\u00e1 realizou discuss\u00f5es e promoveu semin\u00e1rio sobre o tema, al\u00e9m da\u00a0edi\u00e7\u00e3o especial da revista Turismo em Pauta, sobre os desafios do turismo nas fronteiras\u201d, lembrou. Segundo Eraldo, o GT vai possibilitar a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de trabalho com interc\u00e2mbio de boas pr\u00e1ticas entre as Fecom\u00e9rcios, fomentar a coopera\u00e7\u00e3o e a formula\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de desenvolvimento do turismo de fronteira. Ele falou ainda das \u00faltimas a\u00e7\u00f5es do Cetur, como as publica\u00e7\u00f5es Turismo em Debate, sobre os temas:\u00a0economia colaborativa, turismo esportivo e avia\u00e7\u00e3o, e da entrega do documento da cadeia produtiva do turismo \u2013Turismo: + desenvolvimento+ emprego+ sustentabilidade, com propostas do setor aos presidenci\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>Resultados esperados<\/strong><\/p>\n<p>O GT j\u00e1 tem mais duas reuni\u00f5es agendadas para os dias 23 de outubro e 28 de novembro, e um dos resultados esperados nessa primeira fase do GT, ainda em 2018, \u00e9 gerar um indicativo e norteador de pol\u00edticas p\u00fablicas para o turismo de fronteira. \u201cSe pudermos, nessa primeira etapa, ter um documento focado em pol\u00edticas p\u00fablicas para os estados e para as federa\u00e7\u00f5es trabalharem, j\u00e1 estaremos dando um passo importante\u201d, destacou Capusso. Para Nilde Brun, representante da Fecom\u00e9rcio do Mato Grosso do Sul, a cria\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho pode trazer maior impacto \u00e0s a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas. \u201cPara a Fecom\u00e9rcio-MS, essa uni\u00e3o tem a possibilidade de minimizar custos e aumentar a efetividade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O Cetur pretende ainda que o GT incentive a\u00e7\u00f5es como a realiza\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3stico dos destinos, suas potencialidades e fragilidades. E, na reuni\u00e3o de cria\u00e7\u00e3o do grupo, foi feito um breve raio x da situa\u00e7\u00e3o de cada estado. Paulo Rog\u00e9rio Tadros, presidente do Sindicato de Hot\u00e9is, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Amazonas, representou a Fecom\u00e9rcio-AM na reuni\u00e3o e apontou a falta de continuidade de pol\u00edticas p\u00fablicas como um problema constante que afeta o empresariado do turismo e faz com que boas iniciativas se percam. \u201cTemos uma enorme \u00e1rea de fronteira com tr\u00eas pa\u00edses, com acessos complicados, em regi\u00f5es onde n\u00e3o existem cidades e n\u00e3o temos voos. Como se faz turismo sem acesso? Esse Grupo \u00e9 uma grande oportunidade para unir esfor\u00e7os e conhecimentos, identificar os problemas para buscar solu\u00e7\u00f5es, porque sozinhos n\u00e3o vamos avan\u00e7ar\u201d, defendeu Paulo Tadros.<\/p>\n<p><strong>Demandas apresentadas por regi\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Divididos em Arco Sul, que englobou os Estados do Paran\u00e1, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; Arco Norte, com os Estados do Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Par\u00e1 e Roraima; e Arco Central, com Rond\u00f4nia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul \u2013 conforme distribui\u00e7\u00e3o efetuada pelo Grupo de Trabalho Interfederativo (GTI) sobre Integra\u00e7\u00e3o Fronteiri\u00e7a do Governo Federal \u2013, os representantes das diferentes \u00e1reas apresentaram sugest\u00f5es de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es relacionadas \u00e0 necessidade de incremento da malha a\u00e9rea foram apontadas com destaque pelos estados do Arco Central e do Arco Norte. O desenvolvimento da malha terrestre no Arco Norte tamb\u00e9m se apresentou como uma necessidade e integra\u00e7\u00e3o do Norte com o resto do Pa\u00eds. O Arco Central apontou como priorit\u00e1rio o debate sobre a Lei n\u00ba 13.097\/15, a Lei da Imigra\u00e7\u00e3o, para implementa\u00e7\u00e3o de melhorias diante das quest\u00f5es enfrentadas com o aumento da imigra\u00e7\u00e3o nas fronteiras com a Venezuela. Para o Arco Sul, a pol\u00edtica desenhada tem que ter maior participa\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios e a\u00e7\u00f5es que trabalhem o fluxo tur\u00edstico em raz\u00e3o do regionalismo.<\/p>\n<p>As quest\u00f5es levantadas buscam destravar a economia, integrar o turismo e dar um direcionamento \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das fronteiras. \u201cTemos que olhar potencialidade e fragilidades para avan\u00e7ar. Vemos estados com potencial que focam s\u00f3 nas dificuldades e precisamos virar esse jogo\u201d, concluiu a curadora do GT, Walkiria Capusso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das federa\u00e7\u00f5es j\u00e1 citadas, estiveram presentes: Augusto Jorge Joy Colares, da Fecom\u00e9rcio-PA; Sebasti\u00e3o Giraldelli, representando a Fecom\u00e9rcio-MT; Eg\u00eddio Garo, representante da Fecom\u00e9rcio-AC; Gilmar Marra, da Fecom\u00e9rcio-AP; Cileide de Macedo Pereira, da Fecom\u00e9rcio-RO; Jo\u00e3o Eduardo Moritz, da Fecom\u00e9rcio-SC; <strong>Manuel Su\u00e1rez, da<\/strong> <strong>Fecom\u00e9rcio-RS<\/strong>; Maria Yolanda Hebster Neta, da Fecom\u00e9rcio-RR; e Rodrigo Sepulcri Rosalem, da Fecom\u00e9rcio-PR.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte Site CNC    \t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa da CNC re\u00fane representantes dos 11 estados fronteiri\u00e7os para debater desafios do turismo de fronteira O Brasil tem mais de 15 mil km de \u00e1reas de fronteira com dez pa\u00edses vizinhos \u2013 Argentina, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela \u2013 que representam desafios pol\u00edticos, estruturais e territoriais. 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